sábado, 28 de dezembro de 2013

Natal, ser levada a sério e gatos com nomes famosos.

Então... Hoje é dia 28 de Dezembro de 2013. Isso mesmo, 3 dias após o natal, cá estou. Obviamente não estou aqui para desejar Feliz Natal ou ano Novo nem nada do tipo. Não tem nada a ver com a data ter "expirado", é que eu particularmente odeio o Natal. "QUE TIPO DE PESSOA ODEIA O NATAL?!" Bem... Eu. Não eu não me chamo Grinch.



Honestamente, não tem nada a ver com o aniversário de Jesus (Eu sempre desejo Feliz aniversário a Ele mesmo sabendo que a data está errada, mas novamente... eu nem sei a data certa, então tá valendo!). Não tem nada a ver com a alegria inebriante e por vezes irritante que parece envolver a todos nessa época do ano. Meu ódio por esse feriado não tem nada a ver com ganhar presentes, com o envolvimento absolutamente inútil do porco capitalista de sobrenome Noel ou com a maldita tradição das pessoas fazerem aquelas ceias hipócritas... Eu simplesmente não sei apontar um por quê específico que me faz dizer "Não gosto do Natal". Eu simplesmente não gosto.
Em todo caso, tendo deixado claro que não fã da data em questão (ou fora da questão já que vamos entrar em outro assunto) queria falar sobre ser levada a sério.
Eu não sei por que (Mentira eu sei), mas às vezes acho que não sou levada a sério por 99% das pessoas ao meu redor. Posso ser honesta? Eu amo esse fato.
Eu não vou nem tentar iludir você, caro leitor ou leitora extremamente desocupado(a)... Eu prefiro que não me levem a sério. Prefiro que achem que sou uma garota de 19 anos, apaixonada pela Disney, obcecada por Harry Potter da forma menos saudável possível, fissurada em "como é o nome mesmo? Ah fanfics!", levemente inclinada a desastres físicos, nada delicada, escassamente feminina e tagarela. Eu sou tudo isso mesmo no final das contas. O outro lado da moeda é: Eu vou bem além disso, mas não me sinto adequada mostrando isso pra seres humanos. Eu simplesmente não sei lidar com minha própria espécie, eis a raiz do problema.
Eu não me vejo- simplesmente não me vejo- falando pra ninguém composto de carne e osso (se acrescentarmos pelos e bigodes, a história muda. Eu amo falar com gatos!) sobre meu outro lado. Ou meus outros lados. Porque é assim que me sinto. Sinto que existem várias Helles dentro de mim que são honestamente negligenciadas e escanteadas. Sinto que apenas uma ou duas saem para dar o ar da graça e que elas não são exatamente as mais apropriadas ou as que gosto mais de ser.
Eu queria sentir a liberdade para conversar com alguém, abertamente sobre ciências naturais e física quântica (assuntos que nunca cessam em me encantar), sobre filosofia e sociologia (ah como eu reflito sobre isso!)... Queria poder ser encarada como Helle, a garota de 19 anos que se graduou com honras e méritos no curso de Letras, não pelo mero acaso como muitos pensam, mas com certo esforço e pra ser honesta, sofrimento. Eu queria ser vista como a menina que pode não ter muita paciência pra discutir namoros e relacionamentos, mas que ama decorações rosas e pretende se casar e ter um filho de cabelo cacheado e um relacionamento estável e durável. Eu queria poder dizer pra alguém que eu realmente amo pesquisar coisas como "Quais as implicações nervosas dos sonhos lúcidos em seres humanos?", "A noção de moral ética na antiguidade" e muitas outras coisas que duvido muito que alguém imagine saindo de mim. Gostaria de ser vista como a garota que superou um monte de coisa (das quais apenas a trindade e eu temos conhecimento e das quais obviamente não vou fazer um levante na porcaria de um blog) sozinha, sem a ajuda de amigos ou pais ou quaisquer exemplos confiáveis. Por Deus, eu queria ser encarada como a menina que escuta Oasis mais que qualquer outra banda e não apenas como a menina louca que ama o Zayn Malik e batizou um gato em homenagem a ele (e a Draco e Narcissa Malfoy... e a Billy Swan... e a Alan Rickman). Eu só queria ser compreendida como a miríade de personalidades e características que fazem de mim... Eu mesma. Eu só queria mostrar quem eu realmente sou. Inteiramente, sem deixar de fora nenhum aspecto. Mas eu não consigo, não quero e não me vejo fazendo isso enquanto respiro oxigênio. Vai ver eu só queria lembrar a mim mesma que não sou apenas o que deixo transparecer. Eu podia ter apenas pensado e não escrito essa monstruosidade, mas agora vai.
 Por hoje é só, tempo é galeão! Bye xx

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